A competitividade não é mais uma condição específica de um setor ou empresa isolada; depende cada vez mais das características gerais de uma nação, região ou estado da federação – vale dizer, das externalidades que criam um ambiente de eficiência coletiva e sistêmica que depende do volume e da qualidade da infra-estrutura econômica, do nível de educação e de qualificação da mão-de-obra, da capacidade científica e tecnológica, além da criatividade e do espírito inovador de uma região, sendo também influenciada pelo sistema institucional e de regulação das relações econômicas e sociais.
A competitividade sistêmica pressupõe a capacidade do conjunto do sistema econômico e social em ocupar espaços e se situar em vantagem nas disputas de mercado, expressando uma eficiência coletiva da sociedade. Para ampliar estas condições de competitividade são necessários investimentos sem retorno financeiro direto, o que confere ao Estado um papel central na construção da competitividade sistêmica de uma região sem, no entanto, prescindir da cooperação e colaboração dos atores sociais, especialmente o empresariado, principal força inovadora da economia.