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Quem foi Euvaldo Lodi

Primeiro presidente da Confederação Nacional da Indústria, Euvaldo Lodi, filho de imigrantes italianos, nasceu em 09 de março de 1896, em Ouro Preto/MG, onde se formou como Engenheiro Civil e de Minas na Escola de Minas e Metalurgia. Também presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro – FIRJAN – por muitos anos, ficou na CNI até 1956, ano em que morreu.

Trabalhou na construção de estradas, na exploração de minas de ferro e de carvão. Instalou altos fornos em Minas Gerais, fundou a Usina Gortix e a Companhia de Ferro Brasileira, da qual foi presidente por longo período. Dirigiu também a Companhia Industrial de Ferro, de Belo Horizonte.

Em 1963, foi eleito representante da Assembléia Constituinte e deputado classista pela indústria, na Câmara Federal, em 1935. Proclamado o Estado Novo e dissolvido o Congresso, Lodi perdeu o mandato parlamentar e assume a segunda vice-presidência da Confederação Industrial do Brasil, durante a gestão de Roberto Simonsen. Assim, em agosto de 1938, Euvaldo Lodi e Roberto Simonsen transformaram a Confederação Industrial do Brasil em Confederação Nacional da Indústria.

Em 1941, Getúlio Vargas, através do Ministério da Educação e Saúde, Gustavo Capanema, convocou Euvaldo Lodi – Presidente da Confederação da Indústria – e Roberto Simonsen – Presidente da Federação das Indústrias de São Paulo – para estarem junto com Valentim Bouças, na estruturação de um novo sistema nacional de ensino profissional capaz de solucionar as deficiências de mão-de-obra qualificada no Brasil. O documento final apresentado incluía a criação do SENAI, mostrando o que poderia vir a ser a cooperação das indústrias com o governo na formação de aprendizes e no aperfeiçoamento do operariado fabril.

Em 1944, Euvaldo Lodi e João Daudt de Oliveira chefiaram a delegação brasileira à Conferência de Bretton Woods, nos Estados Unidos, objetivando a organização econômica e financeira mundial, depois de efetivada a vitória sobre os países do Eixo. Esta conferência daria impulso à formação do Fundo Monetário Internacional – FMI, e do Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento Econômico – BIRD.

Em 1946 participou da delegação brasileira à Conferência de Paz de Paris, que acertou os termos do fim da Segunda Guerra Mundial.

Foi presidente da Comissão Econômica para a América Latina – CEPAL e membro do Conselho Econômico e Social das Nações Unidas.

Como político, Euvaldo Lodi foi membro da Assembléia Nacional Constituinte em 1933 e deputado até 37, quando o presidente Getúlio Vargas decretou o Estado Novo e fechou o parlamento. Com a redemocratização, em 45, tornou-se novamente deputado federal, cargo que exerceu até 1954.

Faleceu em 1956 em um acidente de carro, no Estado de São Paulo.

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